terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Iniciados: Leão Altivo 1 X G. D. Alfarim 1

Quando a temperatura convida ao aconchego do lar, a chuva quase não deixa abrir os olhos, o equipamento cola ao corpo e o vento joga mais do que os jogadores, e ainda assim para além dos 15 atletas presentes, observamos fora das quatro linhas mais de 20 pessoas, só nos ocorre dizer uma coisa: Obrigada!
Poderão alguns dizer: são os pais e é essa a sua obrigação… pois é, mas podiam demitir-se dessa obrigação, porque não são só os pais e não são uns pais quaisquer: são pais, mães, irmãos e avós, que todas as semanas, durante os praticamente 9 meses da competição, nunca se demitem, nunca viram a costas à chuva e ao frio, porque se a equipa enfrenta então a família enfrenta também, se a equipa precisa de ânimo, de incentivo, de motivação, então a família está lá e entre frases acertadas e outras nem por isso tão certas, está lá, a dar o corpo ao manifesto, a dar “o peito às balas”, a gritar até que a voz doa, e se a chuva chega aos ossos não faz mal, porque a alegria de ver os filhos jogar é sobremaneira compensatória de tudo o que se possa passar…afinal o que é amor sem sacrifício? Será com certeza também amor mas não é a mesma coisa…
É assim que me ocorre esta semana começar a crónica do jogo dos Iniciados, que me perdoem aqueles que esperam em quatro linhas descobrir só quem marcou os golos e qual o resultado final, mas esta semana, talvez tenha sido da chuva ou talvez tenha sido mesmo pelo comportamento exemplar que os jovens do Alfarim mostraram, as palavras teimaram em sair-me deste jeito…
A partida com o Leão Altivo marcada para as 9h00 da manhã de domingo, dia 9 de fevereiro, no campo da Medideira, teve início à hora marcada e os jovens guerreiros liderados pelo Mister João Ribeiro entraram em campo com tudo: garra, concentração, muita, muita atitude, dominaram a partida durante toda a primeira parte, deixando o adversário a pensar onde estariam os miúdos com quem jogaram em outubro de 2013?
Dominando e anulando as investidas do adversário a todo o campo, o GD Alfarim, apesar do temporal, foi recuperando a bola cada vez mais no meio-campo do adversário e saindo a jogar explorando o espaço entre as linhas do Leão Altivo que não conseguiu anular as dinâmicas de jogo da equipa visitante.
Ao longo da primeira parte e em todas as jogadas ofensivas (e derivado à força do vento) tardava o acerto no último passe, porque de resto toda a jogada era bem desenhada. A recompensa tardou em chegar mas foi brilhante, da autoria de Rui Cláudio e já perto do apito para intervalo, um golo magnífico que nos fez esquecer a chuva e o vento e nos veio misturar no rosto já molhado, um gratificante sabor a sal! De assinalar que segundos antes do apito do árbitro a bola teimou em não entrar embatendo no poste direito da baliza da equipa visitada.
Na segunda parte do desafio a equipa do Alfarim começou a demonstrar já algum cansaço, fruto do grande esforço empregue na primeira parte, mas mesmo assim continuou a pressionar e bem o adversário. À medida que o tempo foi avançando e a intempérie foi piorando, o GD Alfarim resguardou-se um pouco espreitando sempre o segundo golo, que poderia ter acontecido por, principalmente 2 vezes em que esteve cara a cara com o guarda-redes da equipa visitada.
O Leão Altivo que desde a 1ª parte e fruto de não conseguir desenvolver o seu jogo com a bola rente ao relvado, intensificou o futebol direto, bombeando consecutivamente o esférico para o outro meio-campo. Tinham decorrido 20’ quando o anfitrião chega à igualdade, num lance que deixou a todos muitas dúvidas mas que, no entanto, o trio de arbitragem considerou válido. Não se pode também aqui retirar o mérito à formação anfitriã que, no lance em causa, aproveitou alguma permeabilidade na defesa do Alfarim e com garra também por marcar rematou na baliza de Rui Patrício que, avançado, não teve qualquer hipótese de chegar ao esférico.
O primeiro jogo da segunda volta: o melhor de todo o campeonato! Continuem a brindar-nos com espetáculos assim, vocês são capazes!
Anabela Pinto Coelho e João Ribeiro

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